Por que pedi demissão em plena crise

Eu não sei você, mas eu sou do tipo que precisa estar apaixonada para dar o sangue pela causa e sempre fui assim com meus trabalhos. Gosto de acordar motivada para ir trabalhar, cantando no carro até chegar no escritório e ao final do dia ir embora com a sensação de dever cumprido. Ou sentir plena alegria por ter conseguido aquele resultado incrível, que ninguém me elogiou, mas que só eu sei o que significa ou o quanto resultado trará. O brilho nos olhos pra mim é essencial para conquistar resultados. E quando a visão ofusca, é um alerta de que tem algo errado.

Eu não me sentia plenamente feliz onde estava

O ano de 2016 foi um marco na minha vida. Entrei de cabeça na agência em que trabalhei e aprendi tudo que podia sobre o que amo fazer, marketing digital. Webinários, cursos e certificações viraram rotina (mesmo nos finais de semana e feriados) e isso foi alimentando a vontade de pôr tudo em prática, testar, testar e testar até dar certo. O brilho nos olhos para desenvolver estas atividades nunca apagou, mas mesmo assim eu fui perdendo a motivação, o sono, a vontade de inovar..

Todos os dias, em cada pequena frustração do trabalho eu me perguntava “O que eu to fazendo aqui ainda?” Eu via pessoas pouco capacitadas no mercado, fazendo trabalhos muitos ruins e conseguindo mais retorno do que eu. Eu me perguntava “Meu Deus, como alguém tem coragem de vender um serviço desses? Não acredito que um trabalho ruim desses ganhou prêmio ou foi vendido por tudo isso!

A diferença entre eles e eu é que eles fizeram. Foi aí que aprendi que não importa o quanto você aprende, o que faz diferença é o quanto você coloca em prática. Parei de olhar para os outros e comecei a olhar para mim e a buscar um autoconhecimento que me levasse a identificar o real motivo da minha frustração, pois eu poderia simplesmente trocar de emprego e continuar com as mesmas indagações.

O autoconhecimento trouxe novas perspectivas sobre mim

Eu acho essencial experimentar o produto dos meus clientes para poder divulgá-los, pois eu não posso fazer marketing do que não conheço. Por “sorte” a agência que eu trabalhava ganhou um cliente especial que dava cursos de coach. Lógico que fui experimentar.

Foi então que o curso de coach do Ademar Lorrenzzetti me levou a concluir que eu tinha prazer nas minhas atividades, mas não havia propósito. É obvio que nenhum trabalho será 100% prazeroso, mas as atividades que não são gostosas de realizar precisam fazer parte de algo maior. Por exemplo: eu detesto fazer contas e planejamento financeiro, mas eu preciso fazer isso para poder viajar sempre. Ou seja, a atividade não tem prazer, mas o propósito dela me motiva a fazer isso bem feito.

Eu descobri também que tinha perdido a capacidade de sonhar e abandonado velhos projetos porque não acreditava que seria capaz de realizá-los.

Quando consegui responder aquela pergunta que ficou meses ecoando dentro de mim, eu percebi que estava fazendo a pergunta errada. “O que eu estou fazendo aqui ainda? deveria ser “Pra onde quero ir?” A história de Moisés me inspirou nesse momento, pois para ter um encontro com aquela sarça ardente Moisés precisou um dia, ir além do deserto. E eu tive que ir além de mim, além do meu networking, além da minha realidade.

Eu fiz várias atividades de autoconhecimento, mas a roda da vida e o quadro da vida abundante realmente mexeu comigo. Imprimi diversas ilustrações sobre o que eu realmente quero para daqui 12 meses em cada área da minha vida e a partir desses destinos eu consegui clarear as tomadas de decisões. Para cada nova decisão a pergunta era simples:

“Esse caminho me aproxima ou me afasta dos meus sonhos? “Essa decisão me aproxima ou me afasta de Deus?”

Eu ouvi pessoas boas e mais experientes

Além dos exercícios de autoconhecimento eu precisei pesquisar fora da caixa também. Já contei nesse post como participar de um evento na minha área me abriu os olhos. Precisei ouvir as pessoas mais experientes, conversei com empresários, funcionários, parceiros, concorrentes, familiares. Fui juntando tudo e fazendo uma análise das expectativas, do mercado e consegui enxergar onde estava o gap, o que eu poderia fazer que ninguém estava fazendo e o que era preciso para isso. Nessas conversas,

descobri que a única pessoa que não acreditava em meu potencial era eu mesma!

Pessoas e histórias muito boas me inspiraram e a cultura de startups também pegou em mim, uma dessas foi a Vanelly com a qual tive diversas conversas profundas e uma de suas frases que não esqueço é “Gleicy, cultura de startup é não pensar muito. Dá um primeiro passo, começa, testa, valida. E se der errado, tenta novamente

O engraçado é que foram poucas as pessoas próximas, que conhecem meu trabalho e convivem comigo, que apostaram em mim. De algumas eu tive que ouvir coisas do tipo “ahhh será que dá certo? Você vai ter muitas dificuldades, vai levar paulada, não é fácil assim”. Em contrapartida, outras que mal me conheciam queriam me contratar, fazer negócios, parcerias, investir em projetos. Louco né? Simplesmente porque quem está próximo tem medo de te perder ou elas mesmas não teriam essa coragem.

Outra pessoa muito motivadora foi Aline e todos os amigos do Mastermind DMF, que me ensinaram que

Amigo de verdade é aquele que te empurra do precipício porque sabe o tamanho das suas asas.

E aqui também aprendi a filtrar e escolher bem as pessoas com as quais me aconselho, a discernir quem realmente está disposto a me ajudar e quem só inveja meus talentos e duvida da minha coragem, mesmo que não admita isso.

Eu tomei uma atitude de coragem

Pode ser clichê e parecer um post bobo de facebook, mas o pensamento abaixo me representa ⬇

Alguns dizem que quando você escolhe um caminho, o universo conspira. Eu gosto de pensar que quando você põe o pé, Deus abre o mar. Há cerca de um mês meu ex-chefe me disse que gostaria que todos os funcionários dele pedissem demissão para serem donos de seus próprios negócios. Foi também após o evento Rd Summit que fui ter essa conversa com ele.

Quando eu disse ao meu chefe que recebi propostas para trabalhar no Brasil inteiro, ele me respondeu “E o que você está fazendo aqui ainda?”

Ele não imaginava o quanto essa pergunta fazia parte de mim, rs. Foi nesse momento que eu pedi demissão e pulei lá do precipício, sem pára-quedas, sem nenhum novo contrato assinado, sem nenhum cliente naquele momento, mas com uma certeza de sucesso muito grande dentro do meu coração.

Eu sei que na verdade, os empreendedores trabalham ainda mais do que os funcionários, pois não tem limite de horário, tarefas e responsabilidades. Mas quem tem esse perfil age assim independentemente do tipo de contratação. Assumir a bronca por tudo e tomar a frente por inovação sempre foi dos meus skills. Levei 30 anos para admitir isso, pra tomar coragem e encarar novos desafios, mas cada um tem e precisa de um tempo de preparo e de maturação. Descobri também que há dois tipos de empreendedores: os que empreendem por necessidade e os que fazem isso por paixão, nem preciso dizer qual eu sou né? rs

Eu descobri o que me faz feliz

Eu conclui que a verdadeira felicidade é fazer o que me faz bem, gera felicidade no mundo e alegra o coração de Deus. Eu quero inspirar pessoas e conduzir elas à verdade. Eu quero usar os talentos que Deus me deu para ajudar a empresas e famílias a ter uma vida melhor. E esse crivo me ajuda a escolher dentre as muitas propostas que tenho recebido.

Confirmei que amo trabalhar com marketing digital, principalmente com Inbound Marketing. Que me dá uma alegria acompanhar as métricas dos meus clientes e ver que eles conseguiram vender mais por causa de uma campanha que fiz e por isso seus vendedores também vão ter uma renda melhor. Que gosto de ter liberdade para trabalhar, para propor soluções, para viajar e gerenciar meu tempo. E tudo isso não seria possível com um contrato CLT.

Apenas 10 dias após finalizar meu aviso prévio eu já estou com vários pedidos de orçamento e diversas propostas de novos projetos nesse modelo autônomo de trabalho. Inclusive recusei alguns projetos que não estavam alinhados ao meu propósito.

Tudo isso sem fazer nenhuma divulgação, nem meu perfil aqui no linkedin ainda não atualizei (propositalmente). Mas eu sei que onde estou agora é resultado do empenho e do amor com que trabalhei em cada projeto até aqui, pois é preciso ser feliz durante o caminho.

E você está feliz com seu trabalho? Compartilhe sua experiência comigo nos comentários? Quem sabe eu posso te ajudar 😉

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Gleicy Laranjeira é graduada em Relações Públicas e especialista em marketing, tem 9 anos de experiência e já atuou tanto em empresas como em agências. Agora oferece serviços de assessoria em Marketing Digital e Inbound Marketing, para empresas que estejam prontas para vender mais e investir em um marketing de resultados, não de vaidade.

Graduada em Relações Públicas e especialista em Marketing, tem 11 anos de experiência em agências e empresas. É consultora parceira da Resultado Digitais e atua com Inbound Marketing há 4 anos na cidade de Londrina.

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